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73 Mantenhas-te despojado porém vigilante na prática da caridade espiritual

E prescreveu-lhes que nada levassem para o caminho, senão somente um bordão; nem pão, nem alforje, nem dinheiro no cintos. Mc 6:8


Contexto: Instruções de Jesus ao enviar seus discípulos para“anunciar o reino de Deus, curar os enfermos, erguer os mortos, purificar os leprosos, ...


Texto associado:

E disse-lhes:

— Quando vos enviei sem bolsa, nem alforje, nem sandálias, não sentiste falta de algo? Eles porém disseram:

De nada. E ele lhes disse.

— Mas, agora, o que tem bolsa tome-a, de forma semelhante, também o alforje, e quem não tem, venda a sua veste e compre espada. Lc 22:35 - 36 Palavras de Jesus, após a última ceia, instruindo os discípulos para os tempos difíceis do seu o martírio que se iniciaria dentro de poucas horas.


Bordão: Na caminhada o bordão poderá ter quatro usos:

  1. Arma para ataque ou defesa.

  2. Símbolo de supremacia.

  3. Instrumento para examinar o os perigos do caminho, como verificar a presença de animais agressivos em tocas ou covas, distinguir animais como por exemplo uma pequena serpente de um verme, podendo discernir o que está perto.

  4. Apoiar-se, mantendo-se de pé mesmo estando em extremo cansaço; podendo ver e discernir o que está longe.

Desconsiderado o uso como arma ou símbolo de supremacia, visto o contexto ser a prática da caridade espiritual, restam os usos de instrumento de exame e apoio.  Em outras palavras, o bordão devera significar:

  • o discernimento das coisas próximas e distantes, ou seja a vigilância, e o

  • apoio para manter-se de pé.

O bordão é nosso amparo em Cristo.

Com base em Emmanuel


Duas situações:

Ora o discípulo é agraciado com a oportunidade das rosas brancas da caridade espiritual, a sementeira da esperança,  onde alegre, livre, desembaraçado, ele leva o presente amoroso dos dons imortais aos seus irmãos.


Ora o discípulo é constrangido a enfeitar-se com as rosas vermelhas do sacrifício, a colheita dos erros passados, onde  recebe resignado a purificação de suas imperfeições. Nas duas situações será diferente a sua conduta.


Na caridade espiritual, despojado e vigilante, ele caminha desenvolto.


Nas expiações e  provas, reunindo todos os seus recursos, há que firmar-se e resistir pela resignação e pelo perdão, não desmoronando face a tempestade, que ele mesmo plantou e que agora desaba sobre ele.

Com base em São Cipriano


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