Ciência

Estrutura do Ser Humano.

O ser humano é composto de 3 elementos:

Espírito: centelha divina onde reside nossa inteligência, sentimento e individualidade moral. O espírito é imortal.

Perispírito: corpo semi material que permite ao espírito exteriorizar-se. Quando alguém diz que viu um espírito, na verdade ele viu o perispírito de um espírito. O perispírito serve também para modelar o corpo físico por ocasião da gestação.

Corpo físico: que vestimos ao nascer (encarnação) e despimos ao morrer (desencarnação).

Somos seres eternos cuja vidas se passam em dois mundos:

Mundo Material, que é esse em que entramos ao nascer, e no qual passamos a nossa vida carnal;

Mundo Espiritual, no qual adentramos ao morrer, levando nossos conhecimentos, sentimentos, laços afetivos etc. e o qual deixamos ao renascer. O mundo espiritual é inacessível aos nossos órgãos dos sentidos materiais (visão, audição etc).

Assim sendo vamos passando sucessivamente do Mundo Espiritual ao Mundo Material, e vice-versa, através de nascimentos e mortes, vivendo inúmeras vidas, num e noutro, até a purificação de nosso espírito



Sono e sonhos

Não é somente pela morte que nos desligamos do corpo material; quando dormimos o corpo espiritual se desloca do corpo carnal e adentramos no mundo espiritual; nessa oportunidade entramos em contato com espíritos desencarnados e encarnados, bons e maus, que também “saíram do corpo físico”, essas incursões no mundo espiritual dão origem a alguns sonhos.

Há dois tipos de sonhos:

S

onhos eutópticos: são aqueles gerados pela nossa imaginação e decorrentes de mecanismos psicológicos.



Sonhos reais:
são as lembranças, embora mais ou menos confusas, de nossa estada no mundo espiritual, onde nos relacionamos com pessoas amigas (ou inimigas), visitamos locais distantes, da terra ou do mundo espiritual.

Esquecimento

Quando “entramos” no nosso corpo físico nos esquecemos de nossa estada no Mundo Espiritual, isso acontece tanto no fenômeno do nascimento, quanto ao despertarmos do sono.

Esse esquecimento não é completo, as impressões do mundo espiritual perduram no nosso inconsciente e afloram na nossa vida cotidiana, trazendo-nos conhecimentos que parecem inatos, simpatias e antipatias aparentemente gratuitas, sensações de já conhecer lugares ou pessoas que nesta encarnação estamos vendo pela primeira vez.

Na verdade esse esquecimento é parcial, esquecemos datas, nomes, acontecimentos, mas as virtudes, os talentos, os afetos e desafetos ficam registrados no nosso espírito originando as virtudes, defeitos, afetos e desafetos inatos.



Mediunidade

É a faculdade que nos permite entrar em contato com o Mundo Espiritual, notadamente com espíritos desencarnados.

Todos possuímos mediunidade, mas em graus diferentes.

Através da mediunidade podemos ser influenciados para o bem ou para o mal, muitas vezes sem saber que essas influencias são praticadas por espíritos desencarnados



As faculdades mediúnicas são inúmeras, e cada pessoa as possue de forma específica, porém é possível agrupá-las em dois tipos:


Efeitos Físicos: onde há ação direta dos espíritos sobre a matéria densa, como por exemplo:
  • Materialização de espíritos, onde um desencarnado pode tornar-se visível, ser fotografado etc.;

  • Voz direta, onde a voz ou outro som do mundo espiritual pode ser exteriorizado e gravado por métodos diversos;

  • Movimentação de objetos, que pairam no ar, pedras que são atiradas, coisas que caem de prateleiras etc.;

  • Ruídos inexplicáveis;

  • Objetos que pegam fogo sem causa aparente

      Efeitos Intelectuais: onde a ação dos espíritos se reflete na mente do médium, como:

  • Registrar o pensamento dos espíritos e transmiti-los seja pela palavra escrita (psicografia) ou falada (psicofonia);

  • Ter visões do Mundo Espiritual (clarividência);

  • Ouvir sons do Mundo Espiritual (clariaudiência);

  • Afastar-se temporariamente do corpo físico (desdobramento).

Mediunidade curativa

Um gênero importante de mediunidade, que se manifesta ora através de efeitos físicos, ora por intermédio de efeitos intelectuais, é a mediunidade curativa; neste caso os espíritos contribuem para a cura de doenças através de processos como:

  • Passe curativo

  • Sopro curativo

  • Prescrição de tratamentos à base de remédios alopáticos ou homeopáticos (médiuns receitistas);

  • Indicação de diagnósticos;

  • Intervenções cirúrgicas utilizando-se de efeitos físicos;

  • Transmissão de orientação, ou intervenções diretamente na mente, efetuando tratamentos psicoterápicos.

  • Influência em profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) intuindo-os quanto a melhor conduta terapêutica.



Mediunidade e Dinheiro

Milagres e predições

Muitas vezes, grandes revelações de natureza religiosa, artística ou científica que nos parecem súbitos lampejos de genialidade, na verdade se constituem em fenômenos mediúnicos, onde espíritos superiores transmitem suas idéias através de processos mediúnicos que passam despercebidos.

Através do estudo da mediunidade descobrimos igualmente que fatos tidos por sobrenaturais ou miraculosos foram na verdade fenômenos mediúnicos.

Características mediúnicas

As características mediúnicas mais importantes são:

  • Espontaneidade: algumas pessoas entram em transe mediúnico com extrema facilidade, mesmo de forma involuntária, enquanto outras necessitam de ambiente adequado, preparação etc.; Quanto mais espontânea a faculdade, mais necessita de educação mediúnica, para que não ocorram transes indesejáveis.

  • Precisão: alguns médiuns transmitem com grande fidelidade o pensamento dos espíritos, enquanto que outros misturam seus próprios pensamentos e sentimentos ao dos espíritos.

Dificuldades com a mediunidade

As principais dificuldades no trato da mediunidade são:

  • Mistificação: O médium, movido por interesses escusos, simula comunicações mediúnicas que, na realidade, não estão ocorrendo. Há uma fraude deliberada.

  • Animismo: O médium entra em transe e mostra uma personalidade diferente da que possui atualmente. Há transe, há uma personalidade diversa, mas ainda é o próprio médium que involuntariamente regride a uma encarnação anterior e a revive. Não há fraude.

  • Filtragem: O médium mistura, involuntariamente, pensamentos seus à comunicação do espírito desencarnado, desfigurando-a. Não há fraude, pois o que ocorre é involuntário.

  • Obsessão: É a principal dificuldade da mediunidade. Espíritos inferiores ligam-se ao médium voluntária ou involuntariamente, consciente ou inconscientemente, e passam a influenciá-lo de forma doentia.

A obsessão pode ser:

Obsessão Simples: o obsessor importuna o obsediado com pensamentos maus, mas o obsediado resiste procurando manter o equilíbrio.

Fascinação: o obsediado não mais opõe resistência efetiva, passando a aceitar como seus os pensamentos do obsessor, mesmo aqueles mais disparatados podem parecer-lhe verdades incontestes.

Subjugação: o obsediado passa a ser controlado de forma completa pelo obsessor, estendendo-se esse controle às ações, que podem ser completamente absurdas, mas que o obsedado julga normais; o obsessor pode estender seu domínio mesmo ao corpo físico, provocando  movimentos involuntários no obsediado.


O que nos torna vulneráveis a obsessão são:

  • Vícios Morais: egoísmo, orgulho, vaidade, avareza, crueldade, pessimismo etc.

  • Falta de Coragem: a expressar-se no medo, covardia face à vida, fuga.

  • Vícios Materiais: alcoolismo, drogas, jogo etc..

Quais os sinais de a uma possível obsessão?

  • pensamentos  e sentimentos inoportunos que teimam em permanecer em nossa mente malgrado o desejo de nos libertarmos deles;

  • pensamentos e conversas fixados num único ponto;

  • comportamentos em desacordo com a nossa maneira habitual de ser;

  • dificuldade face à oração;

  • perturbações do sono: insônia, pesadelos etc;

  • irritabilidade, antipatia acentuada pelos que nos cercam;

  • não aceitação de qualquer crítica;

  • emotividade excessiva, prantos freqüentes e inexplicados;

  • fuga das ocupações úteis, queixas constantes, ansiedade;

  • pessimismo, visão sombria do mundo;

  • achar que nossos sofrimentos são maiores que os dos outros;

  • achar que somos melhores que os outros;

  • descrença face a bondade, a misericórdia e a justiça de Deus;

  • tendência acentuada a vícios: alcoolismo, drogas, jogos, etc.

O que podemos fazer para evitar a obsessão?

  • Reforma Íntima: esforço perseverante na nossa reeducação moral, buscando conhecer-nos melhor, alimentarmos virtudes e libertarmo-nos dos vícios. Praticarmos a lei de amor a Deus e ao próximo.

  • Oração: cultivar a vigilância moral e a  oração sincera em todas as situações de nossa vida.

  • Atividades Úteis: mantermo-nos ocupados com coisas úteis aproveitando o tempo. Mentes férteis e desocupadas são terreno baldio sujeito à invasão de ervas daninhas.

Qual o ponto fundamental para a cura da obsessão?

A vontade íntima do obsidiado de libertar-se dessa enfermidade, modificando-se intimamente, eliminando as brechas morais que permitem a ação do obsessor.

Como o espiritismo pode contribuir para a cura da obsessão?

  • indicando o caminho correto para a reforma íntima, ensinando-nos o Evangelho de Jesus e conscientizando-nos da necessidade de segui-lo.

  • fortalecendo a fé através de explicações racionais sobre os grandes problemas da vida;

  • promovendo a educação mediúnica.;

  • esclarecendo os espíritos perturbadores em reuniões de doutrinação e evangelização de desencarnados;

  • favorecendo o desligamento entre obsessor e obsedado através do passe.

Pluralidade dos Mundos Habitados

No Universo existem inúmeros mundos habitados por espíritos.

  • Há regiões povoadas apenas por desencarnados, por exemplo a cidade espiritual Nosso Lar, que fica a aproximadamente 1200Km de altitude na região do Estado do Rio de Janeiro;

  • outras onde convivem encarnados e desencarnados, por exemplo, a superfície terrestre.

Graus de evolução

Essas comunidades estão em vários graus de evolução:

  • Inferiores: o mal predomina sobre o bem, por exemplo, a Terra.

  • Intermediários: há mistura entre o bem e o mal.

  • Superiores: o bem supera o mal.

  • Divinos: o bem reina inteiramente

  A medida que o espírito progride em moralidade e sabedoria vai habitando mundos superiores.

Uranografia

Uranografia é a parte da Doutrina Espírita que trata da “geografia” do mundo espiritual

As principais regiões da Terra, do ponto de vista espiritual, são:

  • Crosta: é o solo onde pisamos. Nesse plano convivem encarnados e desencarnados.

  • Trevas: são as regiões que estão abaixo da crosta, são assim chamadas, pois nelas não chega a luz do sol. São habitadas por espíritos renitentes no mal.

  • Umbral: são as regiões que ficam acima da crosta, onde os acúmulos de matéria mental, exalada por encarnados e desencarnados1, criam paisagens atormentadas habitadas por desencarnados em sofrimento.

  • Regiões superiores: são regiões que ficam acima do umbral e que são habitadas por espíritos de condição moral mais elevada. Quando no futuro, resolvermos os nossos problemas morais, iremos habitá-las.

As regiões inferiores (crosta, trevas, umbral) são constantemente assistidas por espíritos superiores que aí vão, trabalhar pela elevação moral de seus habitantes, pois ninguém fica sem a proteção de Deus.

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